Museu Wanderley Pinho


Localizado na enseada de Aratu, às margens da baía de Salvador, na localidade de caboto, esse era o que tinha por nome de Engenho Freguesia (Atual Museu Wanderley Pinho), constituído no século XVI quando a primeira sesmaria foi concedida ao português Sebastião Álvares, nessa mesma região em 1560 como foi citado na postagem anterior.
Quando as Sesmarias eram doadas, crescia o número de habitantes no lugar e com isso, o lucro crescia também porque a produção de açucar era bem maior com a mão de obra do povo (Muitos deles eram escravos trazidos pelos portugueses à região de Candeias), produto que era comercializado para várias partes do país e produto bem aceito no mercado europeu por ser de alto valor no tempo.
O Engenho era destinado à produção da valiosa substância doce, e hoje encontramos nele peças raras dos tempos antigos, apesar de que muitas delas foram furtadas por um descuido de algumas autoridades, ainda nele conseguimos avistar uma bela obra de arte dos séculos passados; Segue agora todo a história do Engenho data por data, ano por ano, com a fonte do IPAC-BA 1982: Em 1584 as mesmas terras passam para Sebastião Farias, filho do primeiro, Gabriel Soares descreve o conjunto: "grandes edifícios, assim de engenho como de casas de purgar, de vivenda e outras oficinas...". Em 1624/25 os holandeses atacam e incendeiam o engenho e a igreja Senhora da Piedade. Em 1680/90 o engenho é vendido a Antonio da Rocha Pita, Em 1760 Pertencia, nessa época, ao capitão Mor Cristóvão da Rocha Pita, neto de Antonio da Rocha Pita. Wanderley Pinho, devido ao fato de Cristóvão ter reconstruído a fábrica, sugere que poderia ter sido ele o construtor da atual casa. Nesta época, o engenho caboto é incorporado apo freguesia. Em 1848, Antonio Bernardinho da Rocha Pita e Argolo, futuro Conde de Passé, adquire o engenho e restaura o conjunto. Em 1877, com o falecimento do Conde de Passé, passa para suas netas, Maria Luíza e Antonia Tereza, e é administrado pelo Barão de Cotegipe. Em 1886, através de casamento com umas das herdeiras, o engenho passa a pertencer ao Dr. João Ferreira de A. Pinho e em 1900 o engenho deixa de moer. Foi liberada há um tempo uma verba através de um convênio feito com Petrobrás na responsabilidade de reformar o Engenho Freguesia, mas até agora nada se foi feito, mas vamos aguardar na esperança dessa bela arquitetura ser reformada e preservada, tanto por nós como pelas autoridades de Candeias.
Muita das informações desse conteúdo foi Obtida através do IPAC-BA, assim como dizia também que em 1817 reparos gerais foram feitos por Cristóvão da Rocha Pita, filho bastardo do homônimo Capitão Mor.
Em 1856 o Conde do Passe, Antonio Bernardinho da Rocha Pita e Argolo, restaura a casa de vivenda, fabrica e capela desta época. São seguramente as grades de balcões que substituíram os antigos varais de ferro do século XVIII. No forro de uma das salas da casa-grande, o Conde de Passe mandou pintar o seu brasão de armas.
Em 3 de Janeiro de 1968, o governo do estado da Bahia cria o museu do recôncavo Wanderley Pinho para servir de sede e em 1970 a casa-grande, capela e engenho são restaurados pela superintendência do Centro Industrial de Aratu e departamento de edificações públicas do estado da Bahia, sob orientação do IPHAN, para servir de sede ao novo museu, inaugurado em Fevereiro de 1971.

Na foto acima, as ruínas da fábrica do Engenho Freguesia (Atual Museu Wanderley Pinho) e na coluna direita do blog, existe uma pequena descrição sobre a fábrica e uma fotografia antiga de como era o lugar.
As Ruínas da localidade de Candeias tem sido alvo de profissionais, como: fotógrafos e amadores, que escolhem o local para um lindo book de noivos e fotografias de estilos variados como um dos exemplos do Grupo Lifelines administrado pelos amigos Laís e Sérgio Muricy, que ao chegar num dos lugares foram surpreendidos pelas ruínas do local e resolveram fazer um lindo book e o resultado dele você ver clicando Aqui

Na Foto acima, uma pequena locomotiva em ruínas.

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19 comentários:

  1. Olá amigo Gilmar,
    Gostaria muito de uma foto do Sobrado do Engenho Matoim. Estou fazendo uma pesquisa sobre os engenho. E sei que Candeias tem grande importancia para a história da Bahia.
    Abç. meu e-mail: ximenesdearagao@gmail.com

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  2. Olá amigo Ximenes, vc pode achar essa foto no google imagens, fica mais fácil pra vc, mas vou responder seu email e obrigado pela visita.

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  3. Parabéns pelo blog. Poucas pessoas sabem da existências dessas belezas escondidas por essa terra maravilhosa.

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  4. O Museu está aberto para visita? Quero levar a minha Escola.

    João Cláudio Souza

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  5. João Claudio, acho que ainda não está aberto para visitas mas logo após a reforma,sim, estará disponiveis as visitas assim fiquei sabendo, mas vc pode levar seus alunos para conhecer assim mesmo, o lugar recebe visitas diariamente.

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  6. Gilmar,

    seu blog é uma aula e uma inspiração. Você nos deu uma nova visão de Candeias, que ampliou os horizontes de nosso trabalho fotográfico. Obrigada!

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  7. Gilmar, gostei das informações sobre o Museu.Me
    informe como posso chegar até o local.
    abraço/ Jorge Pacoa

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  8. Amigo Jorge, vindo de Salvador pra Candeias antes do bairro de Caroba tem uma rotatória que vc segue a esquerda dando acesso a via Matoim distrito de Madeira, depois que vem Caboto onde está localizado o museu, é um caminho meio complicado cheio de curvas mas dá pra chegar lá, no caminho vc também vai cruzar com algumas empresas inclusive o rio Jacarecanga, qualquer duvida liga pra meu tim: 081-97010229 Gilmar

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  9. quando vai ser a inagurasão do museu

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  10. legal esse seu brog
    parabens amigo
    um abraço

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  11. Seu blog tem qualidade AAA. Parabéns!
    Quanto a Candeias, vou falar a verdade. A cidade é a mais feia que eu já visitei...
    Lembro de quando era menino e meu velho me levou até caboto. Na frente do museu tinha umas plantas que tinham o cheiro de menta. Acredito que realmente era menta. Comemos uma boa moqueca de rala-côco. Boas lembranças.
    Espero que o museu seja revitalizado em breve.
    Grande abraço.

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  12. Gilmar,
    Meu nome é Nilton Souza, autor da foto que mostra pescadores utilizando bomba na Baía de Todos-os-Santos e noto que não consta o crédito autoral. Por favor, corrija.
    Uma outra foto, que você identifica como "antiga locomotiva abandonada" é apenas um velho trator de esteira em decomposição, jamais uma locomotiva.
    Nilton Souza
    www.niltonsouza.com.br

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    1. Teve outro porém Nilton, eu fiquei tão sem jeito ao vc me corrigir que não lembrei que tinha a foto da Locomotiva abandonada simplismente eu troquei pela foto do tartor rasteira e esquecí de trocar o texto, mais uma vez desculpas.

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  13. Olá Nilton, tudo blz? sou fã de suas imagens e queria te dizer que faz um tempo que tentei entrar em contato contigo mas não conseguia, inclusive te enviei uma msg pelo seu site e vc não me respondeu, pedindo eu autorização para postar a imagem, acabei corrigindo os erros contido nessa postagem muito obrigado pela dica realmente nada tem a ver com locomotiva, essa idéia foi de um amigo mas imaginava que de locomotiva não tinha nada. Vlw amigo!

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  14. Estes casarões antigos (vulgo casa-grande, casa de vivenda, ou casa de morada) são simplesmente magníficas e de uma beleza e aspectos históricos enormes.
    É muito interessante estudar a arquitetura colonial. Um dado a ser divulgado é que na maioria das vezes, estas grandes construções foram feitas por anônimos, isto é, pedreiros ou mesmo escravos.
    Gostei muito das fotos e das informações.

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  15. Gilmar, belo trabalho.Se mais pessoas tivessem esse espirito de cidadão que vc têm, com certeza a nação estaria num processo de transformação cultural e politica acelerado.

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  16. Ola' amigo Gilmar de Oliveira,que belissima recôlha !E' importantissímo existir um levantamento das vilas,sitíos e lugares e de todos os lugares,praias e ate' de lugares ou fincas "que julgamos ser mais uma",mas não e' assim como sabemos,nada cresceu do nada e tudo tem a história própria que originou o crescimento a perpetuaçËo ou nesmo o abandono.E' muitissimo importante pela a questão de Antrapologia social e arquitetónica...como você bem refere "não e' so' montes e buracos ou mato",pois ate' aquilo que a' primeira vista identificamos como mato deixa-nos vislumbrar enorme quantidade de plantas e vida vegetal que deveriam ser primordiais para a vida da humanidade a nivel de alimentos,medecina e das culturas chamadas de orgânicas ou biológicas,todas as regiões da Terra são de extrema riqueza e com principal destaque no Brasil,Nação riquíssima em individualidade humana e construção social e cientifica,e a' que preservar e incentivar a proteção do Património,para nós,para as novas gerações e para a grandeza e perzervação do Planeta Terra.Todo o cidadão tem o dever social e politico de defender o meio-hambiente.Grato por poder assistir e ficar informado e poder assim continuar o meu processo de apendizagem.Bem haja !

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  17. Gilmar, gostaria de saber como faço para fazer fotos neste local maravilhoso? seria umas fotos de gestante que se apaixonou pelo local, meu email bmafotograf@gmail.com

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  18. Olá Bruno, vindo de Salvador para Candeias, chegando no distrito de Menino Jesus onde tem um centro de recuperação em forma de um barco, chegando naquele local procura saber como chegar em Caboto, é pela via Matoim uma via meio complicada mas dá pra chegar, boa sorte e vá com Deus. Qualquer dúvida: 081-9896 4669 (Tim)

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